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O RECEPTOR

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  Um escritor percebe que suas obras não foram criações suas, entendo que seu cérebro não era a fonte criadora, mas um simples receptor de ideias, impressões e sentimentos, que pairam no universo imaginário, num espaço do inconsciente coletivo. Um universo paralelo de um imaginário fantasioso, disponivel para ser captado pela sensibilidade de um escritor ou artista.  Elaborar uma reflexão muito interessante sobre o papel do escritor e a natureza da criação artística. A ideia de que o cérebro não é a fonte criadora, mas sim um receptor de ideias que circulam em um universo imaginário ou no inconsciente coletivo , dialoga com várias tradições filosóficas e literárias. Alguns pontos que podemos destacar: Inconsciente coletivo : conceito de Carl Jung que sugere que todos os seres humanos compartilham um reservatório de imagens, arquétipos e símbolos universais. Universo paralelo imaginário : uma metáfora para esse espaço de ideias e sentimentos que não pertencem a um indivíduo, ...

AINDA ESTOU AQUI Sobre a velhice. A conquista de continuar aqui

  SOBRE A VELHICE Escrever um ensaio sobre a velhice, como uma conquista, uma superação de todas as dificuldades que a vida oferece, porque a vida não é de brincadeira! Uma escola, que dia após dia, nos confronta e nos provoca. A vida é uma escola, precisamos estar sempre preparados para respondermos às provas a que somos submetidos, sendo a velhice, a maior de todas as provas! Olhá-la como um desafio, e responder com o melhor que somos, é vencer e alegrar-se pela vida que continuamos a ter, e que custe o que custar, continuaremos a ir em frente! A proposta pede uma leitura da velhice não como derrota biológica, mas como conquista existencial : chegar à velhice significa ter atravessado provas, perdas, fracassos, doenças, despedidas e recomeços. O texto pode assumir um tom filosófico, afirmativo, sem romantizar as dores do envelhecimento. SOBRE A VELHICE .................................. AINDA ESTOU AQUI Sobre a velhice.   A conquista de continuar aqui Alguém pergunta: o...

CHICOZEN O orangotango que aprendeu a viver entre os homens

A história de CHICOZEN pode ganhar uma dimensão literária muito forte se, além da relação afetiva entre o orangotango e o veterinário, explorarmos a questão da solidão, do abandono, da memória, da inteligência animal e dos limites entre aquilo que chamamos de humanidade e aquilo que insistimos em chamar de animalidade . A seguir, proponho uma narrativa longa, em tom literário e filosófico, na qual Chicozen não será apenas um animal acolhido por um homem, mas uma presença que, silenciosamente, transforma a maneira como esse homem compreende a própria existência. CHICOZEN                                                                                          O orangotango que aprendeu a viver entre os homens Quando Chicozen nasceu, ninguém esperava por ele. Sua mãe ...